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AnaSuy

Psicanálise

Sobre a pensadora

Ana Suy é psicanalista, professora, escritora e doutora em Pesquisa e Clínica em Psicanálise pela UERJ. Autora de Amor, desejo e psicanálise, Não pise no meu vazio, As cabanas que o amor faz em nós e A corda que sai do útero. Coautora de O infamiliar na contemporaneidade: o que faz família hoje?, organizadora de Como amam as crianças? Sobre psicanálise e amor, e autora do fenômeno A gente mira no amor e acerta na solidão, publicado em Portugal, México e em toda a América Latina. Idealizadora do Lendo Freud Hoje e do Clube de Palavras, onde coordena grupos de estudos em psicanálise.

construa seu mapaver no mapa coletivo
Ana Suy

entrevista completa

Reflita com Ana sobre novos caminhos possíveis, a partir de três perguntas: duas que fizemos a todos os pensadores e uma especialmente para ela e a Vera Iaconelli.

01 · O que está mudando ao mesmo tempo e ninguém está olhando junto?

02 · O que este tempo pede que ainda não foi respondido?

03 · Diante de um sofrimento que parece cada vez menos individual e cada vez mais coletivo, faria sentido pensar num consultório psicanalítico coletivo para o nosso tempo? Como ele seria?

Ana Suy

as respostas de Ana

O mapa dela nas cinco dimensões.

Veja como Ana se posicionou nas cinco perguntas que fizemos a todos os pensadores. Cada ponta da estrela mostra uma resposta. Construa o seu para sobrepor ao dela e ver onde vocês se aproximam e onde se afastam.

12345Tempopassado ou futuroMal-estarausência ou excessoDificuldadesaturação ou atrofiaAçãoesperar ou agirVisibilidadenão interfere ou interfere
Ana
Média dos pensadores
Média do público
Tempo3

Quando você pensa no presente, o que pesa mais como urgência: revisitar o que veio antes ou se preparar para o que vem?

passadofuturo

Ana escolheu o meio. Revisitar o que veio antes e se preparar para o que vem caminham em par, com o mesmo peso.

Mal-estar3

Quando você olha para o sofrimento do nosso tempo, o que pesa mais: o excesso ou a ausência?

ausênciaexcesso

Ana escolheu o meio. A ausência do que foi calado, do que foi excluído, do que ninguém ouve, e o excesso do estímulo, da performance, da inflação de tudo, ocupam o mesmo peso.

Dificuldade3

Em meio às forças que atuam sobre o sujeito hoje, o que mais dificulta navegar este tempo: a saturação de informação ou a atrofia do senso crítico?

saturaçãoatrofia

Ana escolheu o meio. Os dois movimentos se alimentam mutuamente. O excesso de informação corrói a capacidade de pensar com clareza, e a clareza enfraquecida não sabe lidar com o excesso.

Ação3

Diante do que ainda não está dado, o que faz sentido fazer: esperar até o caminho aparecer ou agir antes que o caminho fique claro?

esperaragir

Ana escolheu o meio. Esperar e agir, como partes do mesmo gesto, dividindo o tempo entre escuta e movimento.

Visibilidade3

Em um tempo em que a vida acontece sob a expectativa permanente de ser vista, registrada e avaliada, o quanto essa visibilidade contínua interfere na construção do que se considera autêntico?

não interfereinterfere

Ana escolheu o meio. A exposição contínua atravessa o sujeito sem esgotá-lo. Há vida para além do que aparece.

Como Ana lê o presente

Sustentar o meio é mais difícil que polarizar, e talvez seja o gesto que este tempo mais precisa de nós.

análise curada ✦ direção editorial ✦ ~4 min

Diante de cinco perguntas, cada uma pedindo escolha entre dois caminhos, Ana Suy sensivelmente, nas cinco, escolheu o meio. O meio, em Ana, longe de uma neutralidade isenta, poderia ser lido quase como uma posição clínica: a psicanálise vive exatamente na zona entre os polos, no lugar onde o sujeito (com análise, coragem e por que não, sorte) tenta elaborar a si, sustenta a tensão e ganha tempo para se escutar. Para se ver em si, inclusive, sem a garantia de que o conseguirá.

Onde a sociedade contemporânea exige escolhas rápidas (passado ou futuro, ausência ou excesso, espera ou ação), Ana se posiciona como quem talvez devolva a pergunta: por onde você caminharia e por quê?

Sustentar o meio frente a dias de relações líquidas e polarizadas é o gesto mais difícil que existe. E talvez o mais necessário.

O Mapa da Ana Suy é uma aposta sobre como atravessar o tempo presente. Sustentar o meio é mais difícil que polarizar, e talvez seja o gesto que este tempo mais precisa de nós.

convergências

Quem dá mais match com Ana.

No radar quantitativo, esses pensadores se aproximam mais da posição de Ana.

distâncias

Quem tem menos match com Ana.

Onde a conversa entre eles ficaria mais interessante — os olhares mais diferentes de Ana.

e você?

Lê o presente perto ou
longe de Ana?

Em 4 minutos você responde as mesmas cinco perguntas e descobre. Seu mapa entra no Mapa.

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próximo pensador

Álvaro Machado Dias

Álvaro Machado Dias

Neurociência e Futurismo

sobre o projeto

O Mapa de Convergências é um projeto sem fins lucrativos que nasceu em maio de 2026, em Porto Alegre, durante o Festival Fronteiras. Dois dias, mais de setenta pensadores brasileiros e internacionais reunidos em torno da pergunta do festival: como navegar o mundo de forma autêntica?