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CristóvãoTezza

Literatura

Sobre o pensador

Escritor brasileiro. Nascido em Lages, Santa Catarina, em 1952, mudou-se aos oito anos para Curitiba, cidade que é cenário de boa parte da sua literatura. Doutor em Literatura Brasileira, foi professor de Linguística na Universidade Federal do Paraná. Autor de mais de vinte livros, entre romances e ensaios. O filho eterno recebeu os prêmios Jabuti, Portugal Telecom, APCA, São Paulo de Literatura e foi adaptado para cinema e teatro. Em 2025, uma enquete da Folha de S.Paulo destacou o romance entre os cinco melhores brasileiros do século 21. Também recebeu o prêmio Machado de Assis de melhor romance da Academia Brasileira de Letras.

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Cristóvão Tezza

entrevista completa

Reflita com Cristóvão sobre novos caminhos possíveis, a partir de três perguntas: duas que fizemos a todos os pensadores e uma especialmente para ele.

01 · O que está mudando ao mesmo tempo e ninguém está olhando junto?

02 · O que este tempo pede que ainda não foi respondido?

03 · Em tempos de excesso e de uma produção literária cada vez mais atravessada pela inteligência artificial, o que ainda mantém viva a alma humana na literatura? E como o leitor consegue reconhecer essa alma no que lê?

Cristóvão Tezza

as respostas de Cristóvão

O mapa dele nas cinco dimensões.

Veja como Cristóvão se posicionou nas cinco perguntas que fizemos a todos os pensadores. Cada ponta da estrela mostra uma resposta. Construa o seu para sobrepor ao dele e ver onde vocês se aproximam e onde se afastam.

12345Tempopassado ou futuroMal-estarausência ou excessoDificuldadesaturação ou atrofiaAçãoesperar ou agirVisibilidadenão interfere ou interfere
Cristóvão
Média dos pensadores
Média do público
Tempo1

Quando você pensa no presente, o que pesa mais como urgência: revisitar o que veio antes ou se preparar para o que vem?

passadofuturo

Tezza escolheu o polo do passado. Pesa mais o que veio antes, o que ficou para trás atravessando o presente sem cessar.

Mal-estar5

Quando você olha para o sofrimento do nosso tempo, o que pesa mais: o excesso ou a ausência?

ausênciaexcesso

Tezza escolheu o polo do excesso. O estímulo demais, a performance, a inflação de tudo, o tanto que se diz sem dizer.

Dificuldade3

Em meio às forças que atuam sobre o sujeito hoje, o que mais dificulta navegar este tempo: a saturação de informação ou a atrofia do senso crítico?

saturaçãoatrofia

Tezza escolheu o meio. Os dois movimentos atrapalham em medida equivalente. O excesso de informação confunde quem precisa decidir, e o senso crítico enfraquecido recebe esse excesso sem filtro.

Ação3

Diante do que ainda não está dado, o que faz sentido fazer: esperar até o caminho aparecer ou agir antes que o caminho fique claro?

esperaragir

Tezza escolheu o meio. Esperar e agir caminham juntos, sem precisar escolher entre os dois.

Visibilidade5

Em um tempo em que a vida acontece sob a expectativa permanente de ser vista, registrada e avaliada, o quanto essa visibilidade contínua interfere na construção do que se considera autêntico?

não interfereinterfere

Tezza escolheu o polo da interferência estruturante. A exposição contínua atravessa quem somos hoje. Há vida que se faz, também, sob o olhar de todos.

Como Cristóvão lê o presente

Há excesso, e a literatura sabe disso desde muito antes da internet existir.

análise curada ✦ direção editorial ✦ ~4 min

Cristóvão Tezza responde como quem escreve: com posição clara onde a frase precisa de força, e com pausa onde o sentido pede dobra. Diante de cinco perguntas sobre o tempo presente, o escritor é o pensador da edição que mais marca os extremos. Onde os outros suavizam, ele aponta.

Há nele uma leitura que olha para trás como gesto de pertencimento, e que reconhece, sem ilusão, que o que mais nos pesa hoje é o que está sobrando. Há excesso, e a literatura sabe disso desde muito antes da internet existir.

Tezza também assume, com lucidez quase amarga, que a visibilidade contínua faz parte do que somos agora. Quem viveu o livro como objeto íntimo e viu o livro virar performance pública sabe, melhor que muitos, como a câmera entra na alma.

O Mapa do Cristóvão Tezza é um convite a olhar para trás sem nostalgia, e a reconhecer o que sobra antes de continuar acumulando.

convergências

Quem dá mais match com Cristóvão.

No radar quantitativo, esses pensadores se aproximam mais da posição de Cristóvão.

distâncias

Quem tem menos match com Cristóvão.

Onde a conversa entre eles ficaria mais interessante — os olhares mais diferentes de Cristóvão.

e você?

Lê o presente perto ou
longe de Cristóvão?

Em 4 minutos você responde as mesmas cinco perguntas e descobre. Seu mapa entra no Mapa.

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próxima pensadora

Lilia Schwarcz

Lilia Schwarcz

História e Antropologia

sobre o projeto

O Mapa de Convergências é um projeto sem fins lucrativos que nasceu em maio de 2026, em Porto Alegre, durante o Festival Fronteiras. Dois dias, mais de setenta pensadores brasileiros e internacionais reunidos em torno da pergunta do festival: como navegar o mundo de forma autêntica?